sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Estréia segunda temporada de Shameless



Se considero Parenthood a melhor série de drama da TV aberta, Shameless é a melhor da TV a cabo. Ou até mesmo a melhor série de drama no ar e ponto.


Eu já falei um pouco da série antes, a primeira temporada foi incrível e a segunda segue o mesmo ritmo. Nesse episódio de estréia da temporada vemos que a dinâmica da família mudou um pouco em relação a como ganhar a vida. Fiona trabalha à noite como garçonete numa danceteria, de dia finge cuidar de crianças em sua casa enquanto dorme, é Deb quem realmente cuida dos pequenos junto com Carl e Liam, com 2 anos agora. Lip agencia lutas de rua ganhando dinheiro com apostas, e trabalhando também com Kev num carro ilegal de venda de doces e maconha. Aliás a história da plantação de maconha de Kevin rendeu muitas risadas nesse episódio. Até a garota adotada por ele e Veronica ajudou a cultivar.

Ian continua trabalhando na loja de Kash, que decide largar a mulher para não viver mais uma vida dupla. E Frank, como sempre, se mete em alguma confusão devendo 10 mil dólares para uma gangue depois de uma aposta furada. No fim das contas é Fiona quem resolve o problema, como sempre. Ele ainda mora com a mãe de Karen, que apareceu pouco no episódio. Ela ainda namora com Lip, mesmo frequentando reuniões de um grupo do viciados em sexo anônimos.

E voltando a falar de Fiona, ela ainda está de amizade com Jasmine, aquela loira estranha que apareceu no final da temporada passada. Ela continua com sua mania de apalpar a amiga, que agora parece ter se acostumadas as agarradas e beijos na boca. Acho que ela realmente tem segundas intenções com Fiona, a qualquer momento ela deve partir pra cima da amiga, só não faço idéia da reação da Fiona quando isso acontecer. Ela está com um namorado novo, que segundo Veronica se parece com Steve (e realmente parece) e serve como um consolo pelo outro que teve que fugir. Steve não deu as caras desde que fugiu dando a Tony  (aquele policial apaixonado por Fiona) a casa que ele comprou ao lado da casa dos Gallaghers.  E Tony está reformando a casa, ou vai aluga-la ou vai morar por lá mesmo. Aposto nessa segunda opção.

O episódio se encerra com uma grande fogueira de maconha na vizinhança, o que remete ao final do primeiro episódio da série. A alegria da familia Gallagher está na união deles, seja nos momentos bons ou ruins.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lendo 'The Walking Dead'


Aproveitando o intervalo na segunda temporada de "The Walking Dead" fui continuar minha leitura da série em quadrinhos, que deu origem à série da TV. Eu comecei a ler a bastante tempo, quando a primeira temporada começou a passar, mas acabei não tendo tempo de ler tudo, então esse intervalo agora acabou servindo como desculpa para revisitar a história em sua origem.

O trabalho de adaptação para a TV é muito bem feito, é claro que não segue à risca o que acontece nos quadrinhos, até mesmo os personagens tem suas diferenças, mas no geral a idéia de um mundo mudado pelo caos dos zumbis se mantém. A tensão e os dilemas vividos pelos personagens são exatamente iguais. Vou comentar algumas dessas diferenças nesse texto. Li até a HQ número 25 do volume 5, em que o grupo está vivendo dentro de um presídio.

O texto a seguir pode conter SPOILERS para quem acompanha a série pela TV.

Porque eu adoro Parenthood


Esse começo de ano foi bem devagar em termos de episódios inéditos, nessa semana é que o negócio começou mesmo a esquentar e ainda assim as expectativas não estão tão altas em termos de episódios bons. Mas tem uma série, título desse post, que consegue me surpreender a cada episódio. Parenthood é altualmente o melhor drama da TV aberta dos EUA. Está ali ao lado de Grey's Anatomy, mas um pouco a frente, na minha opinião.

E por que essa série é tão boa assim, você pode se perguntar. Porque simplesmente foge de qualquer clichê e lugar comum que produtores de séries de drama adoram usar para acabar com a alegria do expectador. Como Brothers & Sisters, por exemplo. Era uma tragédia atrás da outra, relacionamentos que começavam condenados a terminar em breve. Bastava alguém estar feliz na série para logo uma bomba ser jogada e acabar com tudo. Um dramalhão a altura das novelas mexicanas.

Então aparece essa série com um elenco incrível, com histórias realistas e muito bem feitas. Nesses dias Sarah e Mark ficaram cuidando da filha da Kristina, e Mark chegou a declarar que se veria tendo um filho com Sarah. Eu pensei que isso poderia ser o estopim para o fim do relacionamento do casal, que é um dos mais delicados da série. É daqueles que quando começa você já espera que vá terminar logo, já que a diferença de idade entre eles ia pesar em algum momento, como nesse sobre o bêbe. Imaginei que a Sarah não iria gostar da idéia por já ter 2 filhos adolescentes, mas não foi isso o que aconteceu.

É como se a série sempre se mostrasse disposta a enfrentar um novo desafio. Qualquer outra série de drama já teria separado essa dupla. Eles passaram pelo problema da idade, do ex-marido, dos filhos dela e agora chegou nesse: um comprometimento maior com um filho dessa união. Então Sarah gosta da idéia, e precisa saber se Mark realmente falou sério. Ele fugiu do assunto, mas demonstrou estar assustado, mas otimista ao mesmo tempo. Ou seja, o sinal continua verde para a dupla. Eu vou ficar surpresa se isso realmente der certo e Sarah e Mark venham a ter um filho. Qualquer resultado diferente seria um escape fácil. Além disso, se esse relacionamento acabar, que histórias vão inventar para Sarah agora? Parece fazer mais sentido se realmente der certo.

E se eles forem adiante é capaz de ser algo rápido, pois já basta o drama da Julia e do Joe com o bêbe da moça do café. Ainda acho que a Julia vai ficar grávida a qualquer momento e acabando com 2 bebês em casa. E dessa vez acho que o Joe volta a trabalhar e deixar o serviço de casa com ela, seria interessante ver essa inversão de papéis entre eles.

Com Adam e Crosby tudo bem também, o fato do Adam ser o destaque da matéria sobre o estúdio foi algo muito bem bolado, e apesar da briga de egos que gerou (criada por Crosby que adora atenção)  acabou servindo para unir mais os irmãos. "Não foi a música que me salvou, foi você". Ótimo.

Uma das poucas coisas que a série deixa a desejar é de aproveitar pouco alguns personagens, que volta e meia ficam jogados sem história ou sem mesmo aparecer para dar um oi. Drew é um dos mais deslocados, provavelmente pela própria falta de iniciativa do ator que o interpreta, ele é muito fraco. Deram uma namorada pra ele, o que ajudou um pouco, mas ainda é insuficiente para ele ganhar algum destaque. Quem não pode reclamar é Max, que sempre tem algo a acrescentar. O ator é muito bom, tão jovem e tão competente. Haddie e Amber também tem seus momentos de destaque, Amber agora no trabalho com Kristina tem uma nova chance de sair daquela mesmisse de "sou jovem não sei o que fazer e nem quem sou". Já Haddie tem ficado um pouco ociosa desde que seu namoro com Alex terminou.

O casal patriarca da série, Zeek e Camille também tem seus altos e baixos, mas não decepcionam quando aparecem pra valer. Eu nem ligo muito quando eles somem, acho até que a dosagem deles na série é boa. Não  há muitas histórias para se explorar na situação em que eles se encontram sem ser algo muito fora da realidade da série (tipo alguém ter uma doença grave, ou sofre um acidente de trânsito, ou decidir fugir, sei lá, clichês que séries ruins adoram usar).

É uma pena essa série estar na NBC, que anda mal das pernas em se tratando de audiência. A boa notícia é que em sua terceira temporada Parenthood vai bem e é quase certo que venha a ter sua quarta temporada. Se mais pessoas parassem para dar atenção a ela com certeza os números seriam bem melhores, mas estando num canal que não tem muito a oferecer, temos é que agradecer por ela ainda estar no ar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E como andam as séries novas

Pela primeira vez nessa temporada me aventurei a assistir várias das novas séries lançadas pelas emissoras americanas. Não costumo assistir tanta série no começo, pois as chances de ver a produção cancelada é muito grande e eu realmente detesto assistir uma série que foi embora antes do que deveria.

Nem sempre uma série é cancelada por ser ruim ou por ter baixa audiência. Tudo depende do que o canal quer, do custo da produção, do público alvo, do horário e tal. O chato no fim dessa história é quando você realmente gosta da série e vê que ela não vai emplacar.

É algo que aconteceu com Prime Suspect, muito bem feita, mas com audiência baixa desde o começo. Eu gostei desde o primeiro episódio, continuei vendo mesmo já sabendo que as chances de renovação eram poucas, e finalmente foi cancelada a alguns dias atrás. Uma pena.

American Horror Story do FX, me surpreendeu, nunca vi nada na TV desse tipo. Ao mesmo tempo que tráz uma série de clichês, tem algo de inovador. Não é feita apenas do susto barato, mas de um desfile de bizarrices numa casa infestada de pessoas mortas, e algumas delas nem sabem que morreram. Acredito que a família que mora agora também vai morrer no final da temporada, mas a missão deles será a de tentar livrar a casa da tal maldição que deixa a todos presos nela. E contando um pouco de spoiler, depois do episódio da semana passada ficou claro que os corpos precisam deixar a propriedade da casa para os espíritos ficarem livres dela. Como o casal gay que foi encontrado pela polícia e só apareceu no Halloween.

Fiquei bastante empolgada com Terra Nova no começo, mas depois as histórias foram ficando bestas, como do filho lá tentando trazer a namorada e dos tais sextos que podem afinal estarem certos sobre a colonização do lugar. Uma coisa é certa, essa série não deve durar muito se continuar nessa linha de eventos, eu já a deixei de lado.

Outra que desisti foi Whitney, que anda indo bem na audiência. Talvez esteja melhor atualmente, as comédias geralmente precisam de um tempo para se ajustarem.

Ainda assisto Two Broke Girls, é mediana, tem um momentos muito hilários, mas tem outros de fazer vergonha, espero que melhore. Outra que vai bem, mas que eu já perdi a paciência é Up All Night.

Me surpreendi com New Girl, também é uma mescla de episódios bons com alguns ruins, mas teve uma audiência tão alta que é quase certa para a próxima temporada. Uma das poucas séries novas com futuro promissor.

Vamos lembrar aqui as séries novas que foram canceladas nessa temporada:

Charlie's Angels
Man Up
Pan Am
Free Agents
Prime Suspect
Love Bites
The Playboy Club
How To Be A Gentleman

sábado, 29 de outubro de 2011

Série On Line - Lado Nix

Fiquei muito tempo sem aparecer e sem dar uma satisfação da falta de postagem, peço desculpas. Algumas mudanças aconteceram no meu dia-a-dia e acabou não sobrando tempo para o blog, mas espero poder mudar isso agora. E mudar também esse layout, que está muito antigo.

O motivo principal de escrever esse post é para falar de uma série para internet lançada pelo Jacaré Banguela e produzida pela Mambo Jack Filmes. Com linguagem de HQ, Lado Nix é centrada numa adolescente  nerd (a Nix do titulo) que trabalha numa loja de quadrinhos. O cotidiano de Nix é uma mistura de mundo real com surreal, recheado de efeitos especiais e de referências de quadrinhos e games. O roteiro e a direção é de Paulo Mavu.

Até agora já foram lançados 2 episódios, que você pode conferir logo abaixo. Achei o primeiro um pouco fraco, mas o segundo é bem melhor, com certeza vale a pena acompanhar essa série, até porque cada episódio tem cerca de 6 minutos de duração, bem prático para quem não tem muito tempo para assistir alguma série.






Atualmente estou fazendo um curso técnico de audio e video, um dos objetivos que tenho nesse sentido é de também fazer uma série para internet (e por isso também tive que sumir um pouco). Já passou da hora de pararmos de depender apenas da TV brasileira para assistir séries nacionais. E precisamos abrir mais nossos horizontes além das séries americanas. Tem muita gente competente fora da panelinha das grandes emissoras, e concordo com o Jacaré Banguela, precisamos disso, de mais trabalhos independentes, mas profissionais.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Review: Awkward. - 1x01 'Pilot'



Já faz algum tempo que a MTV americana deixou de ser um canal de música para se tornar um canal para os adolescentes. Eles foram pioneiros ao lançarem um dos primeiros reality shows da TV, há quase 20 anos, o Na Real. De lá pra cá, os videos-clipes perderam sua importância como principal atração do canal, e outros gêneros, todos voltados ao público jovem, começaram a surgir na programação da emissora. Apenas recentemente a audiência da MTV começou a subir novamente quando lançaram o reality show 16 and Pregnant (ou Grávida aos 16 no Brasil) que acabou gerando outro sucesso o Teen Mom (Mãe Adolescente).

Nesse verão a emissora decidiu apostar pesado em séries roteirizadas, provavelmente por ter mais dinheiro em caixa para bancar esse tipo de produção, que é mais cara que os realitys. Uma delas é Teen Wolf, focada num adolescente lobisomen que já está fazendo bastante sucesso. E mês passado estreiou Awkward., série tema desse review, que tem como personagem central uma adolescente de 15 anos, Jenna, enfrentando o duro período do High School americano.

O primeiro episódio promete uma série bem interessante, uma mistura de comédia com drama que começa quando Jenna tira seu aparelho dentário e vai a festa do final de verão da escola. Na ocasião ela consegue chamar a atenção de Matt, o garoto mais popular da escola, por quem ela tem uma queda. No armário de limpeza do ginásio, Jenna perde sua virgindade com Matt de forma bem estranha (é nesse momento que o título da série começa a fazer sentido e cada vez mais situações assim aparecem), não revelando para ele que aquela é a primeira vez dela. Ao final os dois ficam sem jeito e Jenna chega a chamar Matt para fazer algo juntos, mas ele confesa que ninguém pode saber que ele gosta dela.

Considerando esse o pior dia de sua vida, em casa Jenna escreve em seu blog quase anônimo o "Diário da garota invisível" sobre a frustração que sofreu com o garoto (sem revelar o que realmente houve). Para completar sua frustração ela recebe uma carta assinada apenas por "um amigo" dizendo que se ela sumisse da escola ninguém mais notaria. Um pouco de exagero, claro, já que em sua comunidade virtual tem 11 amigos, sendo 2 garotas suas amigas na escola. É pouco, mas ainda é alguma coisa.

A carta ainda sugere uma lista de coisas que Jenna deveria fazer para se tornar uma pessoa melhor, vemos apenas a primeira delas, que diz que ela deve deixar de ser medroza. É neste momento que um acontecimento acaba mudando a vida da garota, de uma forma que ela jamais imaginaria. É por aqui que paro o review sem revelar muitos spoilers. Se quiser continuar a leitura com spoilers, como faço em todos os reviews, é só continuar a ler.

Jenna enche sua banheira e busca por aspirinas no banheiro. Ela toma dois comprimidos, à seco, e acaba se engasgando com eles. Após tossir e cuspi-los na pia acaba se desenquilibrando, derrubando todo o vidro de aspirinas no chão e ainda lançando seu secador de cabelos na banheira. Na queda ainda quebra o braço e machuca o pescoço. Ao ser encontrada naquela situação a primeira coisa que vem na cabeça de todos é que ela tentou suicídio. Uma carta detonando sua existência, um depoimento sem seu blog dizendo que ela queria morrer (mas não literalmente), comprimidos e uma banheira energizada por um secador de cabelos. Suicídio na certa.

Por mais que ela tenta explicar que não queria se matar, nada adianta. Ninguém acredita nela, nem seus pais (que são bem jovens, por sinal), nem suas amigas próximas, nem sua orientadora na escola. Ela passa a usar um gesso no braço que fica erguido para o alto, além de colar cervical, formando um visual bem embaraçoso. Na escola ela vira o centro das atenções e passa a ser zombada por onde passa.

A forma de Jenna encarar a escola muda muito. No começo sua situação gera uma sessão de humilhação atrás da outra, mas numa competição para promover um jogo na escola a coloca no centro das atenções mais uma vez. Ela se candidata a participar da brincadeira, e já que não tem mais nada a perder, acaba vendo naquilo uma forma de tirar vantagem da sua situação. Matt está na competição, além de um esportista e uma líder de torcida gorda, que segundo as amigas de Jenna, só está na posição de líder e popular por comprar seus amigos. Jenna tem de girar uma roda para dedicir qual tarefa seria feita, e o que sai é uma prova em que a dupla deve trocar de roupas de forma mais rápido para vencer. Sadie, a líder, pega Matt para seu lado, enquanto Jenna fica com o garoto jogador de futebol. Eles entram numa espécie de cabine e começam a tirar a roupa. Para Jenna era óbvio que ela perderia, já que na sua situação era muito dificil trocar de roupas. Ela tenta desistir mas seu parceiro não, então ela parte para a tentativa. Os garotos terminam primeiro e ela acaba conseguindo também, ao inverter a ordem das roupas.

Ela não apenas vence, como é festejada por todos os alunos que estavam ali, guiados por seu parceiro na competição que grita seu nome sem parar. Enquanto isso, Sadie sai de cena humilhada, pois não conseguiu terminar a tarefa já que as roupas de Matt não couberam nela. E ela culpa Jenna por isso, já que foi ela quem girou a roleta. Nesse momento ficamos com um pouco de raiva de Jenna, pois ela se sente mal por Sadie e ainda vai pedir desculpas à garota (que até esse ponto da história já tinha insultado Jenna antes, além de jogar lixo sobre ela) e leva mais uma cutucada de Sadie.

E então mais uma coisa inexperada acontece. Jenna tromba com Matt, que logo é chamado pelo grupo de líderes de torcida. Ele obedece, mas ainda observa Jenna, que agora tem sua atenção em Jake, o garoto que estava organizando a competição em que ela participou mais cedo. Ele conversa sobre a coragem que ela teve ao fazer aquilo, também acaba sendo chamado por uma líder para algum lugar, mas ele a ignora e volta sua atenção para Jenna. Matt assiste aquilo surpreso, pois vê um garoto fazendo o que ele mesmo deveria fazer, deixar de lado as aparências e assumir seus sentimentos.

No final do dia Jenna vai checar seu Facebook da vida e encontra 22 pedidos de amizade, entre eles de Matt e de Jake. E um dia que começou como sendo um dos piores em sua vida escolar, acabou terminando como o melhor.

O episódio piloto termina deixando a sensação de que vem uma grande série por aí, até porque nem tudo se baseia apenas na simples história de uma garota excluída que começa a se tornar popular. Se formos analizarmos como as coisas acontecem nela, veremos que aquela cena de Jenna com as roupas invertidas (camiseta nas pernas e calça no busto) representa muito bem como as coisas acontecem na série. A garota popular é uma lidar de torcida, mas ela é gorda, enquanto a garota excluída é bonita, tem personalidade. O garoto popular gosta de fato da perdedora, mas não tem coragem de admitir. A garota impopular se torna popular exatamente pelo o que mais lhe causa a exclusão. São paralelos, inversões e opostos misturados aos clichês típicos destas séries.

Eu espero que Awkward. siga esse modelo do episódio piloto, e não faça como muitas série que começam promissoras e acabam esquecendo no meio do caminho sua proposta inicial. Ficamos com o mistério da lista, quais são seus novos tópicos e quem foi que a escreveu. O primeiro ítem é riscado por Jenna no final do episódio, o que indica que ela irá se orientar por essa lista da carta para se tornar menos invisível. Ela muda o nome de seu blog, passando a ser "O diário daquela garota".

E quanto ao autor da carta, pode ser tanto alguém próximo dela (ou que ser se aproximar dela, como Jake) ou de alguém que a odeia por questão de aparência, mas no fundo quer ajuda-la, como poderia ser Sadie.

Recomendo essa série para aqueles que querem assistir a uma história adolescente que não seja boba e superficial, algo que anda reinando tanto nas telas de lá, quanto nas daqui.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Comic Con 2011: Fringe


A essa altura do campeonato não há mais novidades vindas da Comic Con, a imprensa e blogs diversos já exploraram bastante a feira. Meu intuito aqui é trazer minha visão de fã de séries que visita a convenção, trazer um pouco do que já foi falado também, mas principalmente transmitir a sensação de estar lá.

É realmente um paraíso para quem é fã de séries, quadrinhos e filmes. A cada ano as séries vem ganhando mais espaço, antes eram apenas as mais dedicadas ao tema de ficção científica que ganhavam espaço na feira, agora os mais diversos estilos tem aparecido por lá. O principal motivo é simples, a Comic Con é um dos melhores lugares para se divulgar um novo programa. O público alvo esta lá, assim como a imprensa, cada vez mais explorando a feira de outras partes do mundo. Antigamente era somente a impresa americana que dava mais destaque a convenção, agora até a brasileira vem se rendendo ao poder dessa união de tantas mídias diferentes.

Vou começar meu relato por um dos painéis que mais gostei de assistir, o de Fringe. Qualquer fã da série amaria estar naquele painel. Umas duas horas antes do inicio eu estava tentando conseguir participar do sorteio para entrar na fila de autógrafos do elenco, mas tinha tanta gente, que antes de chegar minha vez as senhas acabaram. Me restou então correr para o fila do painel, que ocorreu no Ballroom 20, o segundo maior espaço do evento, sendo o principal dedicado as séries. Faltava poucos minutos para o inicio do painel de Vampire Diaries, mas a fila estava tão grande que a poucos metros da entrada o salão já estava lotado.



Isso aconteceu porque era um sábado, o dia em que o evento fica mais cheio, já que muitas pessoas que trabalham, e não tem tempo de ir nos outros dias, vão somente neste. A Comic Con dura 4 dias, começando na quinta-feira (no caso foi dia 21 de julho) e termina no domingo, ás 5 da tarde. É mais uma coisa para se ficar atento nas próximas edições, ir para as filas bem mais cedo nos dias mais cheios.


Bom, a espera de mais de uma hora na fila valeu a pena, consegui ficar um pouco mais a frente da metade do salão, não tinha uma visão muito boa do palco, mas os telões compensam a distância. É claro que muitos querem ver os atores de perto, a oportunidade acontece depois quando eles dão autógrafos. Mesmo que você não consiga a senha para participar, tem a possibilidade de passar bem perto do estande do canal e ver, tirar fotos ou filmar. É claro, você não pode simplesmente parar e ficar olhando, tem que andar, pois diversos funcionários do evento ajudam a controlar o fluxo de pessoas para que o corredor não pare. Além de impedir que os corredores da área de exibição pare, isso também deixa a chance de praticamente todos que quiserem passar por perto do atores possa fazer isso. Como as sessões de autógrafos duram entre 30 minutos e 1 hora, é tempo suficiente para você passar várias vezes se quiser. Com Chuck, por exemplo, passei umas 3 vezes até conseguir ver todo mundo e fiquei surpresa ao constatar que Zachary Levi é muito mais bonito pessoalmente.


Mas vamos voltar a Fringe, falo um pouco de Chuck em outro momento. O elenco estava bem descontraído, realmente pareciam estar gostando muito de estarem ali. Digo isso porque encontrei outros (de outras séries) que não estavam nenhum pouco empolgados, mas também falarei disso depois. A ausência de Joshua Jackson era sentida, e o mediador falou do assunto, se referindo a ele como o "elefante branco na sala". Disse que daquela vez eles iriam mais responder as perguntas dos fãs, já que não poderiam falar muito da próxima temporada.


Eu comecei a ver Fringe há pouco tempo e nem cheguei a comentar sobre a série aqui, mas realmente gostei muito de suas 3 temporadas, chegando a um ponto em que um de seus personagens principais simplesmente deixa de existir. E por isso Joshua Jackson, o Peter, não apareceu nesse primeiro momento do painel, mas ele acabou aparecendo de forma inusitada. Sobre as perguntas dos fãs acho que pouco se salva, não me lembro de nada muito relevante. Foi engraçado quando comentaram sobre a performace de Anna Torv quando imitou William Bell, e desafiaram Lance Reddick (o Agente Broyles) a fazer uma imitação de Broyles imitando Olivia sendo o Bell. Foi muito engraçado!


Anna Torv falou pouco, acho que o Joshua no final foi quem mais falou, ele estava muito empolgado com tudo. John Noble também comentou a notícia que teremos algumas cenas de nudez na próxima temporada, dizendo que apenas ele teve que aparecer pelado antes na série. Todos os outros também falaram algo, Jasika Nicole (Astrid), Blair Brown (Nina) e Seth Gabel (o Agente Lee) que comentou como estava feliz em fazer parte do elenco principal da série e que era um fã antes de ser escalado para viver o Agente Lee.

Jasika Nicole respondeu a pergunta de um fã dizendo que Astrid teria uma mudança na próxima temporada, antes de revelar algo mais direto seu produtor a impediu na hora e ela simplesmente começou a cantarolar uma musica do Aerosmith para dar a dica "Atrid terá uma arma". Podemos esperar que ela evolua como agente e esteja mais presente nas cenas de ação e saia um pouco do laboratório.


Falando de Peter, mostraram um video super divertido sobre outros atore fazendo um teste para preencher a vaga deixada por ele. Pegaram diversos atores conhecidos, como Geoff Stults (da série The Finder), Zachary Quinto (o Sylar de Heroes), Greg Grunberg (o Matt de Heroes), uma leva de Lost: Rebecca Mader (Charlotte), Damon Lindelof (um dos criadores ), Michael Emerson (Ben Linus), Jorge Garcia (Hurley) além de Danny Pudi (Abed de Community - que também vi em outros estantes da feira) entre outros. Joshua aparece no final do video caracterizado como um Observador e age como tal. Ele entra no palco do painel vestido com terno e chapé de Observador, mas sem a maquiagem que deixa a cara branca e sem pelos como no video.


Ele se sentou entre Lance e John e agradeceu a todos por estarem lá, inclusive por apoiarem a Pacey-Con, uma sátira que ele inventou ano passado sobre seu famoso personagem em Dawson's Creek. Muitos fãs sugeriram que Peter se tornaria um observador, e isso acabou gerando a brincadeira com o video no evento, mas nada foi falado sobre Peter. Joshua com certeza volta, mas nada mesmo foi revelado sobre como isso seria. Os atores então passaram a fazer perguntas sobre a série para os fãs, dando brindes para aqueles que acertassem. Me lembro que Anna, Jasika e Blair fizeram perguntas e possivelmente Joshua. Aliás, como disse antes, ele era um dos mais empolgados por estar lá, falou bastante quando chegou.


Infelizmente não conseguir ver o elenco no momento dos autógrafos, eu estava participando da convenção como voluntária e tinha tarefa a cumprir bem no horário dos autógrafos. Pensando bem agora eu poderia ter dado uma "escapada" das minhas funções para ver o elenco rapidinho, já que estava bem perto do hall de exibição, onde ficam os estandes das séries. Mas enfim, é mais uma lição que fica para ser usada na próxima vez que eu for lá.


Meu relato sobre Fringe acaba aqui, mas ainda tem muitas coisas para falar sobre a Comic Con que deixarei para o resto da semana, espero que vocês curtam. E cliquem nas fotos para amplia-las, ficam bem melhores.

A primeira foto do post é de um grupo de fãs vestidos de Observadores que estavam ao lado do estande da Fox, estavam realmente bem caracterizados.